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TIAMAT
Amanethes
Nuclear Blast – nac.
Disco de estréia do Tiamat pela Nuclear Blast, deixando depois de muito tempo sua relação com a Century Media. No meu entender, a banda terá mais suporte. Assim como em trabalhos anteriores, o grupo mixou as gravações no Woodhouse Studios, na Alemanha, com produção de Siggi Bemm. O CD foi produzido de fato por Johan Edlund, gravado principalmente no The Mansion, na Grécia, e adicionalmente no Studio Vega, na Suécia, e Cue, também na Grécia. O álbum foi mixado e masterizado por Siggi Bemm no Woodhouse Studios, na Alemanha, em janeiro de 2008. Ufa! A banda causou furor nos anos 90 pelo seu Metal quase Doom, que se tornou mais Gótico com o passar do tempo, depois colocando elementos eletrônicos e até Pop, tanto que em certos discos, chegou a soar como um Depeche Mode com guitarras. Os fãs mais Die Hard ainda tem em Wildhoney como o seu disco predileto da banda. Em Judas, a banda acerta com o Gothic Metal e Prey, seu último disco de 2003, seguiu essa linha e também produziu momentos legais. The Temple Of The Crescent Moon abre de forma brutal até lembrando algo de Moonspell, naquela fase meio Goth, meio Black, meio extremo. Já Until The Hellhounds é puro Sisters Of Mercy, ainda a maior influência musical e vocal de Johan Edlund. Já Will They Come e Lucienne são meia-baladas ao estilo que o Crematory gostava de fazer. E como hoje, muito do que chamam de Gótico é Prog sombrio e muito do que chamam de Prog tem algo de Dark, as influências sombrias de Progressivo aparecem em Summertime Is Gone, sendo Raining Dead Angels a resposta mais Metal para ela. Não sabemos qual será o futuro do Tiamat e qual direção sonora Johan Edlund dará para o Tiamat. Creio que por ele nunca ter demorado tanto para ter lançado um disco, ele deve ter ficando compondo nestes cinco anos e passou por diversas fases neste tempo e misturou tudo em Amanethes. Eu tenho as minhas favoritas, espero que você tenha as suas também! JCB – 8,0

Faixas:
01. The Temple Of The Crescent Moon
02. Equinox Of The Gods
03. Until The Hellhounds Sleep Again
04. Will They Come?
05. Lucienne
06. Summertime Is Gone
07. Katarraktis Apo Aima
08. Raining Dead Angels
09. Misantropolis
10. Amanitis
11. Meliae
12. Via Dolorosa
13. Circles
14. Amanes

BRAVE
Monuments
Independente – imp.
Com, quem leu a resenha de Passages, que é o recente disco do grupo, já conheceu um pouco sobre esta banda. Agora temos em mãos o antecessor de Passages, que é o monumental Monuments. Por ser anterior em quase 2 anos, Monuments soa um pouco mais cru e menos trabalhado. Mas justamente por isso, se torna um disco tão cativante, e repito, para as viúvas de Morten Veland, da fase antiga do Tristania e do primeiro disco do Sirenia. Vale dizer que no Brave, inexistem vocais masculinos, sejam guturais, urrados ou limpos, e o vocais femininos não são líricos, são comuns, algo entre o Pop e o Rock. Hold On abre bem Pop Rock destas milhares de bandas de hoje com mulher no vocal e logo querem dizer que é Gótico. Já Hero abre com guitarras ao puro Gothic Rock tradicional, bem dançante. Quando chega a 12 segundos, muda para os violinos “tristânicos”. Quando chega aos 24 segundos entram blast beats e som cheio e embolado, quase Black Metal, aos 36 segundos, mais violinos, agora melancólicos, como qualquer canção do The Sins Of Thy Belowed. Com um minuto, lembra algo Evanescence. Com 1 minuto e 16 segundos, entram os vocais de forma suave. E assim a música ai se alternando, dando a sensação de faltar espontaneidade e ser um disco bem racional na hora de compor, tipo “agora a gente põe isso”, “agora a gente coloca aquilo”. Mas o resultado soa legal e o restante do disco segue essa linha alternando trocentas vezes dentro das próprias faixas. A banda aqui é: Michelle Loose (vocals, keys), Scott Loose (guitars), Trevor Schrotz (drums), Ben Kelly (bass), Suvo Sur (violin, keys) e Matt Kozar (guitars). Sim, o violino é instrumento principal do grupo, presente em todas as faixas e responsável pelos solos de quase todas as músicas. Bem feito, excelente, ainda que menos espontâneo. JCB – 8,0

Track list:
1 Hold On
2 Hero
3 Hurt
4 Forgiveness
5 To Remain Unseen
6 Sleepless
7 Without You
8 Here
9 Sooner Or Later
10 Something To This
11 Driven
12 Stronger

TODESBONDEN
Sleep Now, Quiet Forest
Prophecy – imp.
Mais uma banda que vai cair na graça do público Gótico e que vai ser classificada como o delicioso Gothic Metal, apesar de não ser. Mas sua criatividade, sutileza e criatividade transcendental trazida de fora do Rock e do Metal fazem desde já do Todesbonden uma banda única. Vocais líricos femininos operísticos que não irritam e que não querem imitar Tarja Turunen (ex-Nightwish) ou Simone Simons (Epica). Violinos sombrios e na medida certa como em Widow’s Weed, disco histórico do Tristania. Guitarras ao melhor estilo das bandas inglesas de Gothic e Doom. Clima de natureza e esotérico e místico, como o Within Temptation. As vezes o vocal de Laurie Ann Haus lembra o de Sharon den Adel, ainda mais na música Fading Empire, um hibrido de Mother Earth (clássico do Within Temptation) com os violinos de Widow’s Weed do Tristania. Enfim, eles mixam tudo: World Music, Música Sinfônica, passagens épicas, liderado por vocais femininos versáteis com influências do oriente médio, celta, folk, ópera, música moderna e outros estilos. E Ghost Of A Crescent Moon, lado Mother Earth do Within Temptation volta com tudo. Um dos discos mais difíceis de se resenhar, pois você quer mais é ouvir essa maravilha várias vezes! JCB – 10

Track list:
1. Surrender To The Sea
2. Surya Namaskara
3. Trianon
4. Aengus Og's Fiddle
5. Fading Empire
6. Ghost Of A Crescent Moon
7. Flow My Tears
8. Sailing Alone
9. Lullaby [The Wickerman Movie Soundtrack cover]
10. Battle Of Kadesh
11. Sleep Now, Quiet Forest

THANATOSCHIZO
Zoom Code
My Kingdom Music – imp.
Que povo mais Gótico do que o povo português? Portugal é um país de música e cultura triste, bucólica, saudosista, emotiva, chora e se deprime e se culpa por tudo, e isso cria um cenário fabuloso para o surgimento de uma sólida e extensa cena de Goth, Dark, Doom e Gothic Metal, como é o caso do TSO, como é conhecido o Thanatoschizo. A banda tem um estilo próprio, dotado de altas doses de dramaticidade, comuns na música portuguesa e latina em geral, sendo mais depressivas do que melancólicas (que é o caso das demais européias, anglo-saxãs, escandinavas, eslavas e etc.). Claro, toques de Progressivo se fazem presentes, assim como elementos de Dark dos anos 80, Gothic Metal dos anos 90, algo de Doom, e etc. A participação do Zweis, músico de renome que já passou por bandas como Fleurety e DHG acabou por influenciar um pouco o trabalho de samples existente ao longo do álbum como em Shift que abre caminho para um dos melhores temas do álbum Last Of The Few. Numa cena que está pra lá de saturada, pis ninguém tem feito nada de novo, aqui temos uma banda com uma veia diferenciada e sinceramente, se você me perguntar com que banda o TSO parece, eu lhe respondo nenhuma! E olha que a banda tem vocais femininos a cargo de Patrícia, que tem um timbre mais psicodélico e Progressivo do que Doom ou soprano. Já a voz urrada de Eduardo remete um pouco ao Opeth, e um pouco a música com suas mudanças repentinas e diversas de andamento dentro e entre as faixas. Vale conhecer. JCB – 8,0
 
Track list:

1. Thick n´ Blurry
2. L. *
3. Hereafter Path
4. (Un)bearable Certainty
5. Pleasure Pursuit
6. The Shift **
7. Last of the Few
8. Pale Blue Perishes
9. Pervasive Healing
10. Nothing As it Seems
11. Awareness

DESPAIRATION
A Requiem In Winter’s Hue
My Kingdom Music – imp.
Quinto disco desta promissora banda alemã de Dark Rock Gótico. Composições variadas, letras poéticas e ambientes melancólicos. A Requiem In Winter’s Hue parece ser já o quinto álbum deste quarteto alemão Despairation. Their previous album 'Music For The Night' was an extensive concept album with lashings of progressive rock influences, but now - three years later - these have disappeared and one can hear eleven melancholic rock songs that would perfectly fit on the radio. Seu anterior álbum Music For The Night foi um álbum com conceito extensivo açoites influências de Rock Progressivo, mas agora - três anos depois - estes tenham desaparecido e uma possível ouvir Rock Melancólico com onze canções que se encaixam perfeitamente no rádio. The poetic lyrics are all dealing with the farewell theme.Sinceramente, chegará o dia onde não saberemos mais onde começa o Dark e onde termina o Progressivo. Cativantes melodias Pop lembram-me de David Bowie. Sim, há um ar psicodélico, experimental e setentista, bem como Glam e Glitter. The album sounds like listening to one of a modern gothic rock band full of ballads.O álbum soa como uma banda de Rock Gótico moderno repleto de baladas. It is done pretty well, but also a bit too sophisticated.É muito bem feito, mas também um pouco sofisticado. Starting with 'Kiss Of Ashes' I got too much a feel of a charmer singer and when this song appears to be backed with female vocals it seems as if I am writing for a popmusic magazine.Eles têm o talento para escrever canções cativantes, apesar de ligeira mania de inserir influências de outros gêneros. Listen to the waltz rhythm in 'Musique De La Decadence' or the funky rhythms in 'Cathartic Revelation' in which a jazzy piano part passes into a dark spoken fragment.Ouça o ritmo de valsa Musique De La Decadenc 'ou os ritmos funky em Cathartic Revelation (lembra até Trapeze, banda dos anos 70 de Funk Rock que contava com Glenn Hughes) em que uma parte de piano em Jazz se faz presente. PR – 7,5

Track list:
1. Kiss Of Ashes (5:07)
2. A Lovelorn Requiem (6:27)
3. The One Who Ceased To Breathe (5:39)
4. Musique De La Decadence (4:56)
5. Farewell In Blue (5:40)
6. The Shallow Sea (3:07)
7. Letters From A Coffin (4:55)
8. Cathartic Revelation (5:04)
9. Humanity As A Child (4:47)
10. Lucid Lullaby (8:22)
11. Inner Peace (3:43)

BLOODY MARY
Dig Up For The Party
My Kingdom Music – imp.
Mais uma boa banda italiana, desta feita de Gothic Metal, embora a capa e o visual dos caras remeta ao Gótico tradicional. Aldebran (vocals), Alessandro Stranieri (guitar), Simone Montagnani (guitar), Marco Russo (bass) e Giorgio Costa (drums) são estes bastardos que lançaram este excelente EP, que só peca por ser um EP. Dá água na boca de querer ouvir mais dos caras. A banda nasceu em Milão em 2000 e assinaram contrato com a Sixsixsix Records de Londres em 2004. O debut, Blood n' Roll veio em 2005. Agora eles vem com apenas quatro faixas e que o álbum completo não demore a sair e no meu entender, o que poderia ser o destaque do disco, a cover do Ramones para Pet Sematary, para mim, é o ponto mias fraco. A versão ficou bem abaixo da qualidade das boas outras músicas de Dig Up For The Party. JCB – 7,5

MJUR
Mjur
Dracma – imp.
Banda de Rock italiana bem peculiar. Impossível não comparar seu visual e música com o nosso setentista Secos & Molhados. Sim, a banda liderada por Ney Matogrosso foi o primeiro grupo a lançar mão de corpse paints no mundo da música, antes do Kiss, antes do Alice Cooper (a tia Alice já usava, mas não de forma tão carregada em seu começo de carreira), antes de King Diamond e todas as bandas de Black Metal e Gothic Rock. Mas a forma que o Mjur retrata sua música, de maneira mais retrô, faz com que eu relembre nosso orgulho nacional. Afinal, a música não é tão pesada assim, é mais Rock do que qualquer outra coisa, contando com elementos lisérgicos e psicodélicos, com ampla influência dos anos 70, aliadas a elementos noventistas como os das Guitar bands, resultando num bom Indie. Além, claro, de cantarem em sua língua nativa, o italiano, que para nós soa engraçado, por entendermos alguma coisa e pela dramaticidade natural que essa língua, que é a mais próxima do latim. Os vocais são femininos e o instrumental é bem feito. Interessante! JCB – 7,5

Track list:
1-TROPPO
2-GIOIA E ODIO
3-MAYBE
4-LIBERA
5-FRAMMENTI DI LOGICA
6-BEYOND SILENCE
7-INCHIOSTRO TRASPARENTE
8-MORE
9-AIR
10-JESTER'S WEEPIN'

BRAVE
Passages
Independente – imp
.
Sabe aquelas passagens que o Tristania fazia em seu começo de carreira, bem como o The Sins Of Thy Belowed? E até o Sirenia em seu primeiro disco, que muitos chamam de o terceiro disco do Tristania, já que foi o primeiro disco de Morten Veland fora de sua ex-banda, e na sua nova e atual banda? Então, esse disco emana esse tipo de clima. Guitarras vintage, baixo mórbido, teclados sombrios e violinos, onde todos esqueceram de usarem este instrumento que serve de comunicação entre os vivos e os mortos (para isso que ele foi criado – sua entonação consegue comunicação com o outro lado de lá) e vocais femininos corretos que não irritam e pronto. Que discão de Gothic Metal nós temos! Passagens tétricas, melodias idem, capa macabra e tudo o que nos gostamos feitos com bom gosto reunidos em um só CD. Fazia tempo que nenhuma banda lançasse um disco com um impacto como esse, já que todos querem hoje copiar o Epica e o Nightwish. Pena que é um MCD. Claro, alguns grooves são vistos aqui e momentos mais sublimes remetem a Within Temptation, inclusive no jeito de cantar da vocalista, embora ela não alcance as mesmas notas altas de Sharon. Só a bateria está muito mal gravada, mas como ela é discreta, não chega a comprometer. Words abre bem nesse clima, seguida de Broken, que poderia estar no Widow’s Weed ou em qualquer disco do The Sins Of Thy Belowed, onde o violino é a peça chave para o sucesso dessa música. Don’t Go Away vai na escola moderna e a faixa-título lembra o primeiro disco do Sirenia, naqueles momentos mais calmos, e com violinos claro! Encerrando Trapped Inside de 2004. Que venha um disco completo da próxima vez e com a mesma qualidade para quiçá, estarmos diante de um novo clássico! JCB – 9,0

PSYCHE
Unveiling The Secret 2.0
Deja-vu Music – imp.
E agora, é Prog Rock ou Dark Rock? Que nem o nosso Violeta de Outono, que é uma banda de Rock Progressivo, mas que por ser sombria, caiu nas graças do público gótico. Os Psique estão de volta ao futuro Electronic Corporation, juntamente com os seus 20 anos de idade no clássico The Secret Desvelar originalmente lançado em 1986. Agora eles estão de volta com este pedaço de futuro retrô remake por Rude 66, MAS 2008, Beta Evers, Interfunk e vocais de Darrin Huss pelo próprio autor. Também incluídos na presente especial coleção são as novas músicas Open The Sky e Wanting. A música My Preservation escrito por DJ Ram, em associação com Psique fecha o álbum com uma despedida a todos os que, logo que tenha sido. Na minha modesta opinião, 12 remixes da mesma música é um pouco demais para ouvir, mas sem sombra de dúvida Rude 66 da versão á o seu corpo. Este é um bom compilado para o die hard Psique fãs. Tenho dito. PR – 7,0

Track list:
01. Unveiling The Secret : Rename
02. Open The Sky : Psyche
03. Unveiling The Secret : Christian Piotrowski
04. Unveiling The Secret : Rude 66
05. Unveiling The Secret : The Rorschach Garden
06. Unveiling The Secret : People Theatre
07. Wanting : Bastards Of Love Vs. Psyche
08. Unveiling The Secret : Lounge
09. Unveiling The Secret : God's Bow
10. Unveiling The Secret : Chinese Theatre
11. Unveiling The Secret : MAS 2008
12. Unveiling The Secret : Cellmod
13. Unveiling The Secret : jenny.exe
14. Unveiling The Secret : Tapeworm
15. My Preservation : DJ RAM Vs. Psyche
08. Simplify Me
09. Electro Love
10. United Brands
11. Chemical Lingo
12. Shimmering Sun

AH CAMA-SOTZ
Dead Cities
Bats & Cats – imp.
Muitaos formas de descrever o som sombrio desta banda. A primeira é que é sombrio mesmo. Mas sua música tem de tudo. Electronic, Ambient, Atmospheric, Experimental, Dark Ambient, que mais? Vai nessa linha, sem inovar em nada, sem trazer nenhum atrativo a mais, mas fazendo um som legal, tanto para se dançar, como para curtir nas trevas do seu quarto. Várias passagens também de Ritualistic Ambient se fazem presentes, de forma Doomy e assustadora. As letras abordam o lado negro das religiões, da morte, das guerras e de todo o sobrenatural. Ouça Dead Cities e espere que algo sinistro esteja esperando por você. PR – 8,0

1- Deceitful Ghosts
2- When The Devil Comes To You
3- Damascus "Dar Meshq"
4- Thermonuclear
5- Enuma Elish
6- Ereshkigal
7- Rites Ov Dub |Qal'at Sim'an|
8- Ganzir [Black Earth Version]
9- Dead Cities (Bulika Mix)
10- Naj' Hammadi <Theme>
bats.cats@skynet.be
info@ahcama-sotz.com

CELL DIVISION
Chymeia
Thunderdome – imp.
Para quem já está familiarizado com os suíços do Cell Division, o seu terceiro álbum não é grande, mas com algumas músicas de que elas poderiam realizar alcançar uma maior audiência. Ainda combinam Rock com influências novas, mas o Cell Division tem sons mais atualizados, em comparação com um lote de bandas que já soam démodé. E essa a diferença com um monte de outros lançamentos. Os quatro membros da Cell Division trouxeram uma série de diferentes influências para a banda, como punk, metal, mas também jazz e com o passar dos anos todas estas a derreter juntos em que a banda soa como esses dias. Sobre o álbum anterior Tsunami (2004 – nota, se foi lançado em 2004 mesmo, foi antes do Tsunami ter acontecido) eles conseguiram criar este primeiro resultado, que eles continuem sobre o novo álbum, um som melancólico, em que a voz de Gelgia é um elemento importante. Às vezes o Cell Division soa quase como uma média banda de Rock, mas com a maioria das músicas que eles conseguem criar uma espécie de misteriosa atmosfera que dá o material muito mais profundidade. Melhores exemplos são as canções Wasteland, Dreams, The Dead Rose e Überdimensional e seria bom ouvir Gelgia cantar em alemão com mais freqüência, enquanto ela traz algo extra ao som de Cell Division. RS – 8,0

Track list:
Jaded
White Pain
The Dead Rose
Should I
Shut Up
Wasteland
Dirge For The Doomed
Dreams
Überdimensional
Twilight
System Error

HEXPERO
Garden Of The Hesperides
Independente – imp.
Este é o debut álbum desta banda de Gothic/Neo-Classical, projetado pela soprano Alessandra Santovito, fundadora do Gothica. A banda tem em sua música, e quer fazer isso, uma excêntrica influência mediterrânea, com uma percussão envolvente, junto com o baixo grooveado de Francesco, pondo a cereja no bolo com os violinistas Domenico Mancini e Alessandro Pensa, emprestando um ar mais melancólico e bucólico à música do grupo. Claro, não tem como você não lembrar do Gothica ao ouvir Garden Of The Hesperides, ainda mais quando Alessandra abre a boca, mas aos poucos dá par diferenciar os dois projetos. Ainda temos uma aura céltica, cortesia da harpa de Francesca Romana Di Nicola. E sem dúvida, eles não deixam de ter aquele ar que as bandas Góticas da Itália tem um lado mais latino, ou seja, sombrio, mas não muito. Um toque de Ethereal e pronto, nós estamos diante de um disco que tenta ser diferenciado dentre tantos outros. Indicado para fãs de Arcana, Ophelia's Dream e Sopor Aeternus. Obscuro mas nem tanto, uma obscuridade de primavera em vez de outono ou inverno, mas sem ser verão. Assim espero, ou melhor, assim Hexpero. Morou? JCB – 8,0

Track list:
01. Walking Roots
02. Hesperos
03. The Garden of the Hesperides
04. The Magnificence of the night
05. Rime Glitters in the Sun
06. The Warm Whisper of the Wind
07. Artemisia
08. The Call of the Ibis
09. Ritual
10. Loto Nero
11. Nana
12. Winter Rhymes
13. Ave Maria
14. Walking Roots II

GOTHicAntheM
Vol. 1
Syborg Music – imp.
Coletânea da Syborg Music, reunindo várias bandas e vários atos da mesma e de outras. Da Syborg temos Tors of Dartmoor, Wolf, Sillan. Outros atos franceses temos Collection D'Arnell Andrea, Violet Stigmata. E embora essencialmente seja uma coletânea francesa, na maioria e em espécie, temos artistas vindos de outros cantos, como Ucrânia (KOMU VNYZ), Inglaterra (Inkubus Sukkubus e Monica Richards – esses quem não conhece?) e Alemanha (Dronning Maud Land, In My Rosary, Love Is Colder Than Death, Another Tale, Printed At Bismarck's Death). Como em vários compilados, todos têm os seus altos e baixos. Aqui não serie diferente, embora tenha mais altos do que baixos. Entretanto, segue o track list abaixo para que você possa conferir!
AD – 8,5

Tracklisting:
1. Dronning Maud Land - Alpha Omega
2. Violet Stigmata - Absolute Oblivion
3. Monica Richards - We Are The One
4. In My Rosary - Tiny Black Birds
5. Collection D’Arnell Andrea - I Cant See Your Face
6. Tors of Dartmoor - Scottish Rain
7. Komu Vnyz – Lyras
8. Glas – Wolf
9. Love Is colder Than Death – Wanabi
10. Printed At Bismark’s Death - Chamber Musik V1
11. Inkubus Sukkubus - The Beast With Two Backs
12. Another Tale - Nothing Changes
13. Sillan – Oisin
14. Iceberg Model - We Take All

ICECOCOON
The Sindividual (s)
Oweanian Records – imp.
A banda começou em 99, com o dono do negócio, Owen Gillett, que é vocalista, guitarista, tecladista, líder, frontman e letrista. Ele nunca vai precisar de projeto solo. Depois de tantas demos, debuta com The Sindividual (s). A banda vem de Adelaide, Austrália (não tem como falar o nome da cidade e não lembrar de: Adelaide, minha anã paraguaia. Que tosco). A banda debuta em sua terceira reencarnação, e na segunda turnê, completando com Elena Maslarov (guitar) e Emily Wood (keyboards/samples). Eles fazem um Rock frio, e as vezes morno, sendo que eles têm tido boa entrada no meio gótico mundial, embora estejam mais para Rock “muderninho”. Para um debut está bom, mas para uma banda querer uma carreira além disso, precisam definir melhor sua música. Outra coisa. O que tem de Dark em “côco gelado”? PR

KINGFISHER SKY
Hallway Of Dreams
Suburban – imp.
Eu sou um apaixonado por Gothic Metal, mas devo confessar que o estilo anda desgastado. Qualquer banda agora põe uma mina para cantar, dar uma de lírica, coloca uns tecladinhos sombrios e pronto, acha que vai fazer sucesso. Aqui temos um caso mais ou menos assim, embora a banda ainda empolgue em alguns momentos. Kingfisher Sky (ô nomezinho ruim) foi formada em 2001 em The Hague, Holanda (terra que mais exportou banda do estilo, como The Gathering, Within Temptation, After Forever, Epica, entre outros). Inclusive, a banda é do e-xbaterista Ivar De Graaf, que decidiu sair do Within Temptation, na época que a banda estava em sua primeira tour internacional, ou seja, bem no comecinho. Confesso que tomei conta disso depois de ter ouvido o CD, pois já pensava em citar na resenha que a banda tem grande influência de WT, e do começo de sua carreira, quando era bem mais legal, era bem mais sombria, mais Doom e menos Melódica, ainda que bem Melancólica. Junto com a vocalista Judith Rijnveld, Ivar começou a escrever novas músicas e o resultado foi o debut Hallway Of Dreams. A banda quer ser chamada de Progressive Myth Rock, e o pior que é. Pois estas bandas Gothic Metal são mais Progressivas do que outra coisa, apenas a estética visual e sonora desenrola no Goth. E o Myth, porque a banda fala do lado místico e mítico da vida, assim como o WT. As faixas alternam o atmosférico, com o brutal. Enfim, nada que vá salvar a pátria, mas tem cacife para melhorarem ainda mais! JCB – 8,0

Track list:
1. The Craving
2. Hallway of Dreams
3. Balance of Power
4. November
5. Big Fish
6. Through My Eyes
7. Seven Feet
8. Persephone
9. Her White Dress
10. Brody
11. Sempre Fedele

URBAN TALES
Diary Of A No
Independente - imp.

Esta banda é uma das expoentes de Portugal, gigantes dentro do meio Gótico. Demorou, mas chegou. Esta estréia (tirando a demo de 2006) deixará a muitos boquiabertos, tamanha potência e energia da banda, com uma música bombástica. É incrível como Portugal tem facilidade para germinar bandas Góticas (seja elas Dark, Gothic Metal ou Rock) em qualidade. A tristeza e melancolia de seu povo ajudam a criar uma aura Gótica para a música de qualquer coisa gerada no país, desde o Punk até o Black Metal. A banda sem dúvida, estréia com gabarito, como poucas fizeram até hoje. As harmonias melódicas e melancólicas das guitarras são o destaque. Os vocais de Marcos César é um caso a parte, como o povo português “pari” cantores em vez de vocalistas. Marcos César não foge a regra e é um grande interprete. Seu timbre chega a lembrar Fernando Ribeiro, do maior nome gótico da história de Portugal, vocal do Moonspell. Destaques para Prison Inside, In Purity e Crawl. Merecido! JCB – 8,0

Tracklist:
1.Prison Inside
2.In Purity
3.The Rise
4.You’ll never know
5.Fade Away
6.Stronger
7.Fall
8.Crawl
9.Until I Died
10.Farewell

TRAGIC BLACK
The Cold Caress
Strobelight – imp.
As coisas têm crescido muito rápido para o Tragic Black. Disparada, a melhor banda da Strobelight até agora. Após em 2006 The Decadent Requiem, a banda chega ao seu segundo full-length The Cold Caress. A banda executa, entre tantos outros estilos, o Goth Rock, Batcave e o Death Rock. Muito peso, agressão e porque não dizer, selvageria. Se The Decadent Requiem o tema era o elemento fogo, agora em The Cold Caress o tema central é a água. Fria e acariciosa. A banda acerta no cover do The Chruch, para a grande Reptile, que é o maior destaque do disco. Mais uma vez, a matéria fica prejudicada por falta de informações que poderiam ser enviadas pela gravadora. Infelizmente, eles querem economizar na coisa mais preciosa que existe que é divulgação e imprensa. Se ninguém souber da banda, como irão comprar seus discos e bilhetes para seus shows? Hein gajo? PR – 8,5
GÖTTERDÄMMERUNG
Of Whores And Culture
Strobelight – imp.
Of Whores And Culture é o novo disco da banda holandesa de Gothic Rock. Nos países baixos, há uma forte cena e muitas bandas de Gothic Metal, mas no Gothic Rock puro e simples, temos poucas notícias. As letras falam de escuridão, desespero, e a vida real. Lançado pela Strobelight Records, é um dos discos de Post Punk do selo, com influências escancaradas de The Sisters Of Mercy, Siouxsie & The Banshees, Big Black e Sonic Youth entre outros, mostrando também. Uma mistura de guitarras com elementos eletrônicos eles são chamados de Vintage Goth Electro. Dá para acreditar? Warhorse é uma impressionante e opulenta abertura para o disco. Influ~encias dos anos 70 e 80 são inerentes, e apesar de faltar informação destes discos, vale a pena conferir. PR – 7,5
PINK TURNS BLUE
Ghost
Strobelight – imp.
Saiu o novo trabalho dos Pink Turns Blue, banda alemã de New Wave que após uma parada de oito anos, reapareceram em 2003 com as famosas reuniões, um lançamento de um Best Of, e posteriormente Phoenix (2005), um álbum de originais que mostrou que a reunião não seria só para uns concertos para tocar velharias. Ghost é o novo disco, mais lírico, mesmo que trazendo a música familiar do grupo, e com músicas acessíveis. A banda continua fazendo New Wave, como sempre. Mas como sempre, também, envolta em uma atmosfera Dark, quase gótica. Como a gravadora enviou o material assim como outras, sem o encarte, temos pouco info da banda. Uma pena. PR – 7,0
YELWORC
Trinity
Minus Welt – imp.
Bem. Mais de dez anos se passaram desde que o Yelworc tenha lançado um novo álbum. E nesses dez anos, muita coisa mudou. A música Pop adentrou de vez a fortaleza do Dark Electro, para muitas bandas, como Skinny Puppy, Front 242 e Front Line Assembly. A briga que aconteceu aqui foi, de orgulhar Andrew Eldritch e Wayne Hussey, pela sua veia Pop também, mas pero no mucho. Até na briga, os mentores Dominic van Reich e Peter Devin e rivalizaram como Andrew e Wayne, quando juntos eram as irmãs da misericórdia, sendo que Wayne, deixou as irmãs para montar A Missão. Nesta briga aqui, Peter Devin ganhou os direitos exclusivos para usar o nome Yelworc. Após a liberação de seu último álbum, um disco duplo compilação das obras que ainda não foi emitida em 95 como um holdover para os fãs. Com o colapso do Celtic Circle Productions, sua gravadora na época, em 97, o futuro da Yelworc apareceu mais incerto do que nunca. Nos anos de silêncio daí, começaram a surgir rumores que Peter Devin foi, de fato escrito novas faixas sob a Yelworc marca. O revisor conseguiu ouvir algumas destas faixas de um esboço de K-7 (naquela época ainda se usava), em 99, o título do álbum foi Trinity. A produção foi fraca, mas as idéias através lustrado fora ótimas. Em 2004, o resultado final de todo esse esforço trabalham e foi liberado para um público muito grato. A ausência de Van irá causar muita raiva de alguns dos fãs, mas esta é uma esperança irrealista. Não pode haver voltando à forma como foi. Este álbum é uma coleção da última década, o que demonstra a evolução Yelworc som distante do anterior EBMish e numa abordagem surpreendentemente complexo, e sim, muito escuro visão apocalíptica do som. Certamente, não pode haver dúvida de que Yelworc som tão visceral e vital, como ocorreu nos dias de glória perdida. PR – 8,0
ZEROIN
The Death Of A Man Called Icarus
Subsound Records – imp.
A Itália é um dos grandes centros de todos os estilos do Rock! Hard Rock eles tem a maior gravadora do gênero e boas bandas. Power Metal Épico nem se fala. Lá, abundam squats para o pessoal Punk, Hardcore e até os Darks. E na cena Gótica, eles têm muitas bandas. Esta banda soa quase como um soporífero, de tão calmo e lento é o seu som. Eles são um Rock com uma roupagem Gótica, mas bem leve e algo Pop. Os vocais quase e as vezes sussurrados dão um ar de Portishead, sem a mesma qualidade. Tanto que tem um cover deles, para Cowboys. Bom para se conhecer! PR – 7,0
AQUEFRIGIDE
Un Caso Isolato
Subsound Records – imp.
Outra banda italiana, que combina diversos elementos como Metal, Rock e Punk, mas claro, o Goth como elemento principal. È considerado como um Dark Crossover. Eles cantam em italiano dando um ar ainda mais pitoresco à sua música. E olha que este “caso isolado” é só o debut dos caras! Eles são tidos como um Tragical Solid Theatre Noise Project. Em Mefisto Hobbit lembra algo até de Nirvana. Sim, eles são meio Rock e atiram pra tudo que é lado, mas nem sempre acertam em todos. Apesar dos pesares, se fixarem-se apenas na aura Dark, vão dar melhores furtos ainda. E essa capa me da meeeeeedo! PR – 6,0
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